SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS - SPDA

quinta-feira, 21 de março de 2013

Alta incidência de raios requer manutenção constante de para-raios


Segundo o Elat, foram registradas 2.149 descargas atmosféricas na cidade do Rio de Janeiro (RJ), e 1.100 em São José dos Campos (SP)
Clipping/Procobre

SXC.hu
Nos últimos dias, cidades do sudeste do Brasil como Rio de Janeiro, São Paulo e São José dos Campos, registraram um número considerável de descargas atmosféricas. Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foram registradas 2.149 descargas atmosféricas na capital carioca em um período de 4 horas e mais de 1.100 em São José dos Campos (SP). 

O Elat divulgou estudo recente revelando que, em média, 132 pessoas por ano no Brasil são vítimas de raios que ferem gravemente e podem levar a óbito. Mortes deste tipo podem ser evitadas se as pessoas tiverem mais conhecimento sobre os riscos envolvendo raios elétricos. 

Diante disso, o Programa Casa Segura, que busca levar informações sobre a necessidade de adequação das instalações elétricas nas residências, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), decidiu ampliar o número de alertas e campanhas para que se faça a manutenção adequada de casas e edifícios. 

De acordo com o engenheiro eletricista e consultor do Procobre, Hilton Moreno, edifícios localizados em região com maior concentração de raios devem instalar e fazer manutenção periódica dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), popularmente conhecidos como pára-raios. 

“O custo de um para-raio é quase desprezível em relação ao valor da construção de um imóvel, é uma medida de segurança que deve ser implantada e fiscalizada pelo menos uma vez ao ano”, explica. 

O sistema protege diretamente a estrutura do edifício e indiretamente os moradores contra as descargas elétricas no momento de uma queda de raio. Já os aparelhos eletrônicos não são protegidos pelo para-raio, pois normalmente a descarga elétrica que causa danos a esses equipamentos vem pelas redes de distribuição das concessionárias. 

Por isso, além do pára-raios, é preciso avaliar se a instalação do sistema de aterramento do imóvel está correta e, em casos de edificações antigas, se este sistema existe. 

Para completar a segurança contra queimas de aparelhos, é muito importante também a instalação dos chamados dispositivos protetores de surtos (DPS). 

Hoje, a maioria dos municípios brasileiros possui normas que regulamentam as construções para a instalação correta de meios de proteção contra raios. A fiscalização é feita pelo Corpo de Bombeiros.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Aterramento elétrico

aterramento





Aterramento! Segundo a ABNT, aterrar significa colocar instalações e equipamentos no mesmo potencial de modo que a diferença de potencial entre a terra e o equipamento seja zero. 

Isso é feito para que, ao operar máquinas e equipamentos elétricos, o operador não receba descargas elétricas do equipamento que ele está manuseando.

O que é aterramento elétrico?
Aterrar um dispositivo ou equipamento está relacionado a interliga-lo com a terra propriamente dita ou a uma grande massa que possa a substituir. 

Então quando nos referenciamos a um dispositivo aterrado estamos afirmando que pelo menos um de seus terminais estão propositalmente ligados a terra. 

Um equipamento não necessita possuir aterramento para funcionar (Infelizmente), no entanto, quando nos referimos a um nível de tensão ou de um sistema de comunicação a referencia é na maioria das vezes estamos tomando como referência um potencial “zero”que tradicionalmente é a terra. Imagine então que um objeto sobre a terra está em seu potencial ou seja “Está Aterrado”.

Mas na verdade qual é o objetivo do aterramento?

Podemos pontuar o objetivo do aterramento em três:

Proteção da integridade física do homem
Facilitar o funcionamento de dispositivos de proteção
Descarregar cargas eletrostáticas de carcaças de objetos e equipamentos
Proteção da integridade física


Aterramento - choque elétrico
Fonte: museulight.com.br

É sabido que o principal objetivo do aterramento é garantir a integridade física do homem seja na utilização da eletricidade de forma doméstica quanto no uso profissional. 

A segurança com instalações elétricas é abordado de diversas formas através da NBR 5410 ou mesmo na Norma Regulamentadora NR10 (Conheça mais sobre os assuntos da NR10 Aqui!) que postamos aqui na Sala da Elétrica Anteriormente.

O fato é que um equipamento que não esteja aterrado não consegue se “desfazer” da corrente de fuga e quando um indivíduo entra em contato sofre toda a descarga elétrica da estrutura, já com o aterramento, toda a corrente de fuga é direcionada a terra através dos condutores.

Não podemos esquecer também que toda a instalação elétrica deve estar prevendo este sistema de proteção, inclusive as emendas devem ser sempre muito bem feitas, veja nosso post de emendas: Derivação e Prolongamento.
Facilitar o funcionamento de dispositivos de proteção


Disjuntor

Pense bem! Como funciona os dispositivos de proteção (disjuntores, fusíveis, etc…)? seja por corrente de curto circuito ou sobrecarga eles sempre irão depender do aumento da corrente, logo, se não houver aterramento não existe “vazão”da corrente elétrica, por exemplo: uma geladeira cujo motor está com fuga de corrente e não possui aterramento, a corrente excedente somente será descarregada da carcaça quando um indivíduo estabelecer um contato entre esta e a terra. 

Porém, quando existe o aterramento a corrente elétrica é direcionada a terra e temos o aumento excessivo da corrente causando o acionamento do dispositivo de proteção (seja um fusível. disjuntor,etc…), o seja, facilitando seu funcionamento.

Descargas de cargas eletrostáticasComo sabemos, cargas eletrostáticas são geradas a todo momento seja através do atrito, do caminhar de uma pessoa ou até mesmo reações químicas, porém, nem sempre são notadas, mas este fenômeno pode ser prejudicial ao desempenho de equipamentos eletrônicos e até mesmo para a sua segurança. 

Como Assim? Imagina um caminhão de combustível ao realizar a descarga de gasolina em Posto, se este não possuir um aterramento neste momento corre um sério risco de explosão pois durante a viagem ficou exposto ao atrito com o vento/ar e seus pneus o isolam da terra.


Fonte: http://www.saladaeletrica.com.br/aterramento-eletrico/#ixzz2MmbGgA9m 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NR-35 Norma que regulamenta trabalho em altura entra em vigor

NR-35 prevê gestão com planejamento, organização e adoção de medidas para evitar acidentes
Aline Rocha



A Norma Regulamentadora nº 35, que trata do trabalho em altura e define requisitos para proteção dos trabalhadores, começou a valer a partir desta quinta-feira (27). 

O texto foi publicado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em março deste ano.

As empresas tiveram seis meses para se adaptar às exigências da NR-35. Uma das novidades é que o novo texto possui obrigações que alcançam empresas de todos os setores, além da própria construção civil. Entre eles, estão os segmentos de telecomunicações e energia elétrica.

A NR-35 tem o objetivo de fazer com que as empresas adotem uma gestão de trabalho em altura, que envolva planejamento, organização e adoção de medidas técnicas para evitar acidentes ou minimizar as consequências das quedas de altura. 

A gestão deve envolver, além da análise de risco da atividade, um programa de capacitação.

Como o prazo previsto para adaptação chegou ao fim, os auditores fiscais do trabalho começarão a inspecionar estabelecimentos pra verificar o cumprimento da norma regulamentadora. 

O descumprimento das obrigações pode gerar autos de infração ou, em casos mais graves, interdição do local. A multa varia entre R$ 402,23 e R$ 6.078,09, dependendo da gravidade da infração e do porte da empresa.

De acordo com o MTE, o capítulo 3 e o item 35.6.4 só passarão a valer no dia 27 de março de 2013. 

A íntegra da NR-35 está disponível no site do Ministério do Trabalho. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CONGRESSO PARA PROFESSORES ABORDA A SEGURANÇA NO USO DA ELETRICIDADE

A terceira edição do ENADSE (Encontro Nacional Abracopel de Atualização Docente em Segurança com Eletricidade) pode ser resumida em uma palavra: sucesso! 

O evento é organizado pela Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade) e conta com o apoio do Projeto Leonardo Energy.



Realizado entre os dias 20 e 24 de agosto, o congresso reuniu quase cem professores de onze Estados (RS, PR, SP, RJ, MG, BA, DF, PI, MA, TO, AM), a maior parte de unidades do Senai, dos institutos federais de ensino e das escolas do Centro Paula Souza.

A programação abordou temas como média tensão, perícia em fraude, o novo texto da NBR 5419 (SPDA), proteção contra sobretensões transitórias, NR-20 e áreas classificadas, linhas elétricas e normalização, entre outros. 

As palestras foram ministradas por especialistas e em cada dia houve também apresentações de produtos e mini cursos práticos oferecidos pelas empresas e entidades apoiadoras (3M, ABPEx, Brady, CPFL, Daisa, Editora Erica, Fastweld, Finder, Legrand, Minipa, Obo Bettermann, Portal Voltimum, Procobre, Revista O Setor Elétrico, Schneider e Sindicel).

O Canal Linha Viva cobriu o evento e organizou uma divertida gincana que movimentou a manhã de quinta-feira. 

Nas noites, jantares especiais para a confraternização dos participantes.

“Comemoramos a missão cumprida. Certamente atingimos o nosso objetivo maior, que foi o de multiplicar informações de segurança em eletricidade para um público altamente crítico e formador de opinião: 

o professor”, avalia Edson Martinho, diretor-executivo da Abracopel.

Confira fotos e informações sobre o dia a dia do evento no blog da Abracopel.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Raio ascendente é registrado em São Paulo durante o inverno

Agência FAPESP – Pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram um raio ascendente em São Paulo durante uma tempestade de inverno.


Descargas atmosféricas que partem do solo e se propagam em direção a nuvens foram registradas pela primeira vez no Brasil este ano (Elat)

No início do ano, os pesquisadores do Elat registraram pela primeira vez imagens desse tipo de raio no Brasil que, em vez de descer das nuvens e atingir o solo – como ocorre com a maioria das descargas atmosféricas –, parte de algo na superfície e se propaga em direção à nuvem.

Recentemente, registraram durante uma tempestade de inverno mais um raio ascendente, que partiu de uma das torres de telecomunicações instaladas no Pico do Jaraguá, em São Paulo. 

O que chamou a atenção dos pesquisadores foi a quase total ausência de raios durante a tempestade que gerou o raio ascendente.

“Foi uma sorte registrar esse raio ascendente, pois não havia nenhum indício de atividade elétrica na nuvem”, disse Marcelo Saba, pesquisador do Elat e responsável pelas observações.

De acordo com Saba, a constatação revelou, de forma inédita, que, mesmo na ausência de raios descendentes – que descem das nuvens e atingem o solo –, os raios ascendentes podem acontecer.

Mais informações: www.inpe.br/elat

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Para raios irregulares coloca em risco a segurança das obras

O comércio de equipamentos adulterados está se tornando cada vez mais comum no segmento elétrico

Da redação



Divulgacao

O comércio de equipamentos que não atendem as normas obrigatórias está se tornando habitual no setor de instalações elétricas. 

Produtos como cabos de cobre nu, utilizados para instalação de para raios são vendidos fora do padrão, utilizando bitola menor, e, com menos cobre do que deveria conter. 


“Ao que tudo indica, alguns fabricantes estão reduzindo a bitola especificada de alguns cabos para economizar cobre e ter uma vantagem competitiva ilegal”, comenta Adhemar Carmardella Sant’Anna, presidente da empresa de fios e cabos elétricos IPCE. 

Os produtos desenvolvidos fora de especificação provocam sérios riscos de segurança à instalação e para o consumidor. 

Outra problemática é a concorrência desleal que está atitude provoca, visto que os produtos fabricados conforme as normas, geralmente, possuem o custo maior que os demais equipamentos. 

Para acabar com o problema, Sant’Anna acredita que a fiscalização realizada pela Prefeitura para liberar o habite-se de uma obra deveria verificar a bitola dos para raios instalados, fiscalizando se estão de acordo com o que foi especificado pelo engenheiro.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A cada dois dias, uma pessoa morre por choque elétrico em São Paulo

Em 2010, último dado consolidado disponível, foram registrados 167 óbitos. Das 1.225 hospitalizações registradas em 2011, 77% eram masculinas.

SXChu

Secretaria de Saúde de SP  Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que praticamente a cada dois dias, em média, uma pessoa morre em decorrência de descarga elétrica em todo o Estado. 

Em 2010, último dado consolidado disponível, foram registrados 167 óbitos. Destes, 157 eram homens (94%), com idade entre 30 e 49 anos (81 casos). Os homens também lideram o ranking das internações provocadas por contato a corrente elétrica. 

Das 1.225 hospitalizações registradas em 2011, 77% eram masculinas. De acordo com o supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau) da Secretaria, Gustavo Feriani, a realização das atividades laborais é a principal razão para que a maioria das vítimas seja masculina. 

"Os homens fazem serviços de obras ou reparos em domicílio, muito próximos à rede elétrica. 

Na grande maioria das vezes, infelizmente, sem equipamentos de proteção ou cuidados específicos para essa atividade", explica Feriani. 

Além disso, houve um crescimento de 91% dos casos de internação por conta à exposição à corrente elétrica nos últimos quatro anos. 

Em 2008, foram 642 registros de hospitalização. Em 2009 houve 1.004 internações e, em 2010, 1.031 hospitalizações. Nestes últimos quatro anos, a região de Piracicaba é a que mais acumulou casos de internações (2.584), seguida da Grande São Paulo (762) e de Sorocaba (105). 

Os municípios que mais contabilizaram hospitalizações neste período foram Piracicaba (2.104), São Paulo (457) e São Pedro (164), também localizado na região de Piracicaba. 

Segundo o supervisor médico do Grau, em muitos casos, a pior lesão não é a que está visível, uma vez que a corrente elétrica passa pelos tecidos com menor resistência, causando maior impacto nos músculos, nervos e vasos. 

"A vítima pode ter arritmia cardíaca grave causada pelo choque, destruição muscular grave, queimaduras de pele nas áreas de entrada e de saída da corrente elétrica pelo corpo e, tardiamente, insuficiência renal aguda e até morte", afirma Feriani. 

Para o especialista, toda queimadura elétrica, mesmo as causadas por baixa voltagem, necessita de avaliação e cuidados médicos.